A controvérsia em torno da decisão sem precedentes da FIFA de anular a suspensão de Folarin Balogun no Campeonato do Mundo tomou um rumo ainda mais dramático, com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, a enfrentar acusações formais de ética por parte do Comité Olímpico Internacional (COI) por alegadamente violar a neutralidade política.A organização esportiva e de direitos humanos Fair Square, com sede em Londres, anunciou na quarta-feira que encaminharia Infantino à Comissão de Ética do COI, dizendo que suas ações durante o incidente de Balogun levantam sérias questões sobre a independência da FIFA após se tornar presidente dos Estados Unidos. Donald Trump Ele reivindicou publicamente o crédito pela decisão. A reclamação surge poucos dias depois de a FIFA, após lobby direto da administração Trump, rescindir a suspensão automática de Balogun por um jogo e permitir que o avançado norte-americano, que foi expulso na ronda anterior, jogasse contra a Bélgica. A mudança foi amplamente vista como sem precedentes na história moderna da Copa do Mundo da FIFA.A Bélgica, aparentemente animada pela polémica, derrotou os Estados Unidos por 4-1 em Seattle, mas o debate sobre a intervenção da FIFA não vai desaparecer.
Alegações do COI trazem novo escrutínio para Infantino
A Fair Square anunciou que solicitará formalmente à Comissão de Ética do COI que investigue se Infantino violou os princípios de neutralidade política do movimento olímpico.“A FairSquare está apresentando uma queixa ao Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre as repetidas violações das regras de neutralidade política do presidente da FIFA, Gianni Infantino”, afirmou a organização em comunicado.O COI tem a neutralidade política entre os seus “Princípios Fundamentais do Olimpismo”, e Infantino é membro do COI desde 2020, portanto o COI tem jurisdição sobre ele.As últimas acusações surgiram um dia depois de a presidente do COI, Kirsty Coventry, ter confirmado que nenhuma reclamação formal sobre ética foi recebida ainda, mas disse que quaisquer acusações seriam consideradas.Coventry reconheceu que o organismo olímpico estava ciente da controvérsia sobre quem deveria co-sediar a Copa do Mundo, mas disse: “Obviamente, se isso acontecer, iremos considerar isso”.
A história de Balogun e a relação de Infantino com Trump permanecem no centro das atenções
A polémica de Balogun surgiu depois de o presidente Trump ter elogiado publicamente a decisão da FIFA de suspender a suspensão do avançado, reivindicando crédito por persuadir o órgão dirigente do futebol a mudar a sua posição.Este episódio trouxe atenção renovada para a estreita relação de Infantino com o presidente dos Estados Unidos. Infantino estabeleceu laços fortes com Trump desde que os Estados Unidos, o Canadá e o México garantiram os direitos de acolhimento do Campeonato do Mundo de 2026, e tornou-se um visitante frequente da Casa Branca desde que Trump regressou ao cargo em janeiro de 2025.O chefe da FIFA também entregou ao presidente Trump o Prémio da Paz da FIFA no sorteio do Campeonato do Mundo de 2026, em Washington, em Dezembro, uma medida que teria surpreendido vários dirigentes seniores do futebol.As acusações do COI seguem-se a um processo de ética que a Fair Square moveu contra a FIFA em Dezembro devido às alegadas violações da neutralidade política por parte de Infantino.



