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As frequências VHF (30–300 MHz) suportam transmissão, comunicações de voz, navegação aérea e radar de defesa. No entanto, a propagação VHF é amplamente mal compreendida. A noção comum de “linha de visão” descreve como os sinais se comportam na prática. No ambiente terrestre, os sinais VHF interagem continuamente com a atmosfera e objetos físicos. A refração na troposfera desvia os sinais além do horizonte geométrico. Os reflexos dos edifícios e do terreno causam interferência multipercurso. A difração move os sinais para áreas de sombra atrás de obstáculos. Além desses efeitos cotidianos, vários modos incomuns podem ampliar drasticamente o alcance do VHF. Os tubos troposféricos criados por inversões de temperatura podem transmitir sinais até 1.500 km. Eventos E esporádicos criam manchas ionosféricas temporárias refletindo sinais VHF baixos até 2.500 km. Trilhas de ionização de meteoros fornecem refletores breves, mas confiáveis, para telemetria de dados. As comunicações EME (Terra-Lua-Terra) utilizam a Lua como refletor passivo para cobertura mundial. Este white paper aborda a física, as características práticas e o significado operacional de cada modo. Ele capacita engenheiros e planejadores com o conhecimento necessário para um projeto eficaz de sistemas VHF.



