Neymar alcançou dois dos marcos mais especiais da história do futebol brasileiro, na vitória do Brasil sobre a Escócia por 3 a 0, marcando seu tão esperado retorno à Copa do Mundo da FIFA. O jogador de 34 anos, que entrou como reserva no meio do segundo tempo no Hard Rock Stadium de Miami, tornou-se o quarto jogador brasileiro a participar dos quatro torneios da Copa do Mundo e o segundo a vestir a icônica camisa 10 do Brasil em todos os quatro torneios.Essa aparição pôs fim à sua ausência de mais de três anos nos palcos da Copa do Mundo. Neymar não joga desde a derrota do Brasil nas quartas de final para a Croácia, em 9 de dezembro de 2022, e sua última aparição internacional aconteceu em 17 de outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão no joelho nas eliminatórias do Brasil para a Copa do Mundo contra o Uruguai.
Neymar entra na lista mais especial do Brasil na Copa do Mundo
A rica história do Brasil em Copas do Mundo remonta a 1930, mas apenas quatro jogadores representaram a Seleção em quatro edições diferentes do torneio.Disputando pela primeira vez o torneio de 2026, Neymar integra um seleto grupo ao lado de Pelé (1958, 1962, 1966, 1970), Djalma Santos (1954, 1958, 1962, 1966) e Cafu (1994, 1998, 2002, 2006).Seu retorno também trouxe uma nova história. Ao vestir a famosa camisa 10 do Brasil nas Copas do Mundo de 2014, 2018, 2022 e 2026, Neymar se torna o segundo brasileiro, depois de Pelé, a vestir a camisa mais famosa do país em quatro Copas do Mundo.
Brasil garante primeiro lugar antes do retorno de Neymar
O Brasil precisaria de pelo menos um empate para garantir a liderança da tabela caso tivesse avançado para a última rodada do Grupo C, mas a equipe de Carlo Ancelotti rapidamente eliminou qualquer incerteza.Vinicius Junior aproveitou um erro defensivo aos 7 minutos para assumir a liderança e marcou o segundo gol nos acréscimos do primeiro tempo com uma cabeçada poderosa. Matheus Cunha marcou o gol da vitória aos 60 minutos, após receber passe certeiro de Bruno Guimarães.
Neymar, de 10 anos, do Brasil, reage em campo durante o jogo do Grupo C da Copa do Mundo de Futebol entre Escócia e Brasil em Miami Gardens, Flórida, quarta-feira, 24 de junho de 2026. (AP Photo/Rebecca Blackwell)
Com o resultado praticamente decidido, Ancelotti trocou Neymar por Cunha aos 76 minutos, sendo aplaudido de pé pela torcida de Miami.A substituição marca a primeira participação de Neymar na Copa do Mundo desde o Catar 2022, e sua primeira partida internacional desde sua ausência de longa data devido a uma lesão no joelho que atrasou sua participação neste torneio devido a um problema recente na panturrilha.
Retorno acentuado dá ao Brasil novas opções de ataque
Neymar jogou apenas 15 minutos, mas parecia confortável e acomodado em seu conhecido papel de número 10.Ele completou 13 dos 14 passes sem mostrar nenhum sinal visível de desconforto, alcançando uma precisão de passe de 92 por cento, criando duas chances, acertando um chute no alvo e cometendo uma falta. Um de seus momentos mais promissores aconteceu depois que Angus Gunn se recuperou confortavelmente, mas seu próprio livre ricocheteou fora do campo, permitindo-lhe um primeiro chute de longa distância.
Neymar (10) do Brasil desafia a bola com os escoceses Kenny McLean (23) e Lewis Ferguson (19) durante a partida do Grupo C da Copa do Mundo de Futebol entre Escócia e Brasil na quarta-feira, 24 de junho de 2026, em Miami Gardens, Flórida. (Foto AP/Lynn Sladke)
Na zona mista após a partida, Neymar refletiu sobre seu retorno aos palcos da Copa do Mundo, chamando-o de “um dos dias mais especiais” de sua carreira para vestir novamente a camisa da seleção brasileira no maior palco do futebol.Mais importante ainda para o Brasil, Neymar terminou o jogo sem queixas físicas após perder os dois primeiros jogos da fase de grupos.O Brasil terminou o Grupo C invicto com sete pontos graças ao empate contra o Marrocos e às vitórias sobre Haiti e Escócia, garantindo sua vaga nas oitavas de final como vencedor do grupo.Com Neymar novamente em boa forma e Vinicius Junior liderando o torneio com mais uma atuação marcante, Carlo Ancelotti chega à final com as opções de ataque mais profundas que o Brasil teve desde o início da competição.


