O panorama contemporâneo da diplomacia da inteligência artificial (IA) em África está estruturalmente ligado ao envolvimento da história da ciência, tecnologia e inovação (CTI) do continente. Desde o século XIX, o continente africano tem sido posicionado principalmente como um alvo de investigação científica externa, em vez de um participante activo na produção global de conhecimento. As expedições científicas da era colonial procuraram catalogar recursos geológicos e activos ecológicos para alimentar as economias industriais dos países ocidentais, estabelecendo uma dependência sistémica que empurrou África para a periferia do comércio global de recursos naturais e de outros mercados minerais estratégicos. Este legado moldou um sistema internacional em que o progresso tecnológico na América do Norte, na Europa e na Ásia Oriental ocorreu frequentemente através da extracção de recursos africanos, sem a correspondente transferência de tecnologia ou capacitação local.
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